sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Somos todos brasileiros




O brasileiro é um ser naturalmente piadista. O país está passando por uma situação preocupante, em que muitas regras estão sendo alteradas, a maioria da população está sendo atingida com as novas políticas de forma negativa, mas o importante é fazer piada, porque rir é bom demais.

Se for para fazer piada e, com isso, mexer na estrutura acomodada da maioria das pessoas, isso é ótimo; mas se for para fazer piada apenas para fingir ser engraçado, digo que estamos num abismo sem volta. Enquanto criamos piadinhas para serem compartilhadas em rede social, as mudanças são feitas e enfiadas goela abaixo... difícil mesmo será digeri-las depois, sobretudo quando as consequências estiverem ferindo nossa pele.

Se as piadas servirem para mexer com a estrutura da maioria, digo que estamos num bom caminho, porque, feliz ou infelizmente, o brasileiro não faz outra coisa senão acessar redes sociais e compartilhar mensagens. Então, a julgar pelo número de brasileiros, que beira aos 207 milhões, a publicidade dos acontecimentos está excelente.

Vamos ver o que acontece nos próximos passos dessa centopeia. Se for para mudar para melhor, que as mudanças cheguem logo. Se for para lutar pelas possíveis igualdades, que as ruas sejam nosso palco. A frase "eu sou brasileiro, não desisto nunca!" precisa ter um efeito potencializado nesse nosso cenário atual.

Abraço em todos.   


domingo, 14 de agosto de 2016

Estudante vive em grupo, sim, senhor!





Quando um professor chega em sala de aula, umas das primeiras coisas que ele observa é a organização espacial em que os alunos se agrupa. Isso é especialmente válido para um professor de Geografia, que, naturalmente, observa os arranjos espaciais em que a sociedade, de um modo geral, se organiza.

Nas minhas salas, percebo que os alunos se agrupam de acordo com sua personalidade. Isso pode parecer óbvio, mas não é tão óbvio assim, porque entre esses alunos de hábitos e manias comuns entre sim, há alunos com característica completamente distinta, mas que, no entanto, está naquele grupo.

Normalmente, o professor observa dia a dia o comportamento do aluno e nota e anota suas peculiaridades. Na maioria das vezes, o professor consegue distinguir o aluno altamente inquieto (uso esse termo para não chamar de bagunceiro) do aluno quieto (uso esse termo para não dizer tímido), que estão, ambos, no mesmo grupo. 

As salas de aula, embora sejam mistas entre si, apresentam características similares. Há sempre os mesmos grupos para cada sala, que podem ser definidos da seguinte maneira:


01 – O grupo das meninas da frente: é aquele grupo em que se agrupa uma meia dúzia de meninas que gostam das mesmas coisas e fazem tudo o que o professor propõe em sala. Esse grupo, normalmente, é um grupo em que todas são aprovadas mesmo antes de o ano letivo terminar;


02 – O grupo do fundão, formado basicamente por meninos, consegue fazer a sala inteira se inquietar. É formado por meninos que falam muito, falam alto e não conseguem ficar parado por muito tempo. Nesse grupo, na maioria dos casos, as atividades sugeridas pelo professor sempre ficam pela metade;


03 – O grupo das inseparáveis é o grupo de estudantes que fazem tudo junto, até as atividades do intervalo são feitas em conjunto. O professor, quando não conhece bem a turma, demora um pouco até conseguir distinguir os nomes de cada uma dada a integração forte entre eles;


04 – Há, além dos grupos, aquele estudante que não sossega em seu canto. Para esse perfil é difícil localizá-lo espacialmente, já que ele não para quieto em canto nenhum da sala. Normalmente, esse é o estudante que mais recebe observações, que mais rápido tem seu nome gravado na memória dos professores. É importante dizer que esse estudante consegue caracterizar a sala em que faz parte. Os professores se referem da seguinte forma: “é sala de fulano. ” Fazer o que, né?


Enfim, há outros perfis de estudante que poderiam ser mencionados e melhor descritos, mas isso é desnecessário. O importante disso tudo é esclarecer que cada aluno tem sua característica peculiar e é amado pelo professor de uma forma única. Se há uma coisa que todo professor deveria admitir, é que nossas vidas não seriam tão divertidas se não houvesse os alunos para preenche-las.


Obrigada, meus alunos. Vocês são maravilhosos! 

Você consegue se encaixar em algum desses grupos? Comente sua impressão sobre o texto e divida conosco sua participação em algum grupo de sua sala.

Siga você também!

De vez em quando, passo lá para dar uma olhada. Alguns textos são interessante, outros nem tanto. É sempre bom filtrar o que é importante e deixar passar aquilo que não lhe acrescenta nada.

Fica a dica!



domingo, 31 de julho de 2016

6. As caracterísiticas peculiares da Atmosfera




Como já estudamos, a Atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra. Juntamente com outros sistemas (Biosfera, Hidrosfera, Litosfera), ela é responsável pela existência de vida em nosso planeta. Segundo pesquisas, sua extensão é de 800 quilômetros de altitude.

Para entendermos como ela está organizada, vejamos a figura abaixo que retrata a divisão de Atmosfera em camadas. O estudo de cada camada é importante para que a ciência desvende todos os mistérios que envolvem a origem, manutenção e continuação da vida na Terra.

 
É interessante verificar que, em cada camada da atmosfera, há uma faixa que faz a divisão entre uma camada e outra, definindo onde é seu limite; essa divisão receberá o sufixo pausa em sua denominação. Faremos a abordagem de todas as camadas e, em cada camada, colocaremos o nome da faixa que define o seu limite entre a próxima camada.

A Troposfera é a camada que envolve diretamente a crosta terrestre, assumindo 75% dos gases terrestres e apresenta-se em constante movimento, além de abrigar as nuvens – Sua faixa de divisão/limite é a Tropopausa;

A Estratosfera encontra-se entre 12 e 50 quilômetros de altitude e abriga a Camada de Ozônio (que é camada de gases que protege a Terra dos raios ultravioleta). Sua faixa limite chama-se Estratopausa.

A Mesosfera estende-se entre, aproximadamente, 50 a 85 quilômetros de altitude e contém uma pequena quantidade de gás oxigênio. Sua camada limite é chamada mesopausa.

Por fim, temos a Ionosfera, situada entre 85 a 800 quilômetros de altitude, aproximadamente, apresentando um ar rarefeito.  

Quando o sol emite seus raios em direção à Terra, essas ondas são lançadas na Atmosfera entrando pela Ionosfera (camada mais externa da atmosfera). À medida que os raios vão passando pelas camadas e seus limites, vão sendo refletidos e reenviados para o fora da atmosfera. Quando os raios nocivos (ultravioletas) atingem a Camada de Ozônio, no limite da Estratosfera, parte dos raios nocivos são filtrados. A camada de ozônio age como protetora da vida na Terra.

Os raios que conseguem entrar na Troposfera e atingir o ser humano são raios necessários à produção do calor e temperatura necessários à manutenção da vida.

Entretanto, após diversas alterações feitas no ambiente, a Camada de Ozônio está sendo destruída e, portanto, não consegue cumprir integralmente sua função protetora. Dessa forma, nós, seres vivos que habitamos a Terra, estamos correndo risco de exposição aos raios nocivos que entram em nossa troposfera diariamente.

Além disso, há uma outra consequência das atividades humanas que o efeito estufa. A minha pergunta vocês hoje é:

O que é efeito estufa? Quais são suas consequências para a vida na humanidade?  

Responda à pergunta com sua equipe.