quinta-feira, 7 de julho de 2016

Relatório Chilton acusa governo de Tony Blair pelas consequências negativas da Guerra do Iraque



                                                                  Foto: Reuters/Matt Dunham



Nessa quarta-feira (6), foi divulgado o relatório que avalia a participação do Reino Unido na Guerra do Iraque, ocorrida em 2003. O relatório Chilton, que precisou de sete anos para ser concluído, faz duras críticas ao então primeiro-ministro Tony Blair e aos motivos que o levaram a intervir militarmente em território iraquiano, acusando o de tê-lo feito sem pensar nas consequências e por simpatia cega aos Estados Unidos. 

O texto disserta sobre a ocupação inadequada do Iraque pós-guerra e da falta de planejamento para reorganizar o pais após a deposição de Saddam Hussein. Além disso, critica o serviço de inteligência que deixou-se manipular por testemunhas mal-intencionadas e provas incipiente sobre armas químicas biológicas.

Os britânicos, que perderam seus familiares na guerra (soldados e outras pessoas envolvidas diretamente na guerra), pretendem usar esse documento como provas para processarem o ex-primeiro ministro e seu governo desastroso.

Para nós, que olhamos tudo acontecer do lado de cá do Equador, é interessante acompanharmos todo o desenrolar desses fatos e, se for necessário, ler algumas notícias publicadas em 2001 a 2003, que tentavam justificar a entrada dos EUA e Reino Unido na guerra contra o pais de Saddam. Na época, os EUA tentaram convencer o mundo de que o tirano iraquiano era uma arma perigosa para toda a humanidade.

Hoje, se acompanharmos os sites de notícias e publicações sobre a atual situação do Iraque, poderemos ver as consequências desastrosas trazidas pela guerra. Quem está sofrendo é a população local.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente, questione, envie sua pergunta e sugestão.
Abraço,

Metigra